Exterminador Implacável – A Salvação (2009)

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Título Original – Terminator Salvation

 

É o título que marca o fim desta primeira saga.

(apesar de não ser essa a intenção, pois pretendia-se com este título dar origem a um relançar da saga e explorá-la em duas sequelas)

Foi o primeiro grande espectáculo cinematográfico de 2009.

 

Continua a luta entre Humanidade e Máquinas.

O terceiro filme terminou com o Apocalipse. As Máquinas causam a destruição do mundo.

Este quarto episódio inicia-se algum tempo depois, com a Humanidade à procura de sobreviventes e respostas para o que aconteceu.

John Connor (que sabe bem o que aconteceu e devido a quem/quê) lidera um grupo de resistentes contra o exército da Máquinas em permanente evolução e sempre com objectivo da exterminação dos humanos.

Marcus Wright é um homem que deambula pelo caos em busca de respostas sobre os eventos e sobre si próprio.

Kyle Reese é um jovem que procura sobreviver, ajudando os que encontra e precisam de apoio.

Os rumos dos três homens vão-se cruzar e com tal muita coisa vai mudar no conflito vigente.

Terminator Salvation - screenshot 1

 

Terminator Salvation - screenshot 5

Confesso o meu enorme cepticismo quando soube que seria McG o realizador escolhido para continuar a saga Terminator. Não acreditava que “o pior realizador do mundo” (na verdade, Brett Ratner é bem pior) conseguisse ter fôlego e criatividade para dar impulso e uma nova vitalidade a uma saga que já começava a perder força no terceiro episódio (apesar de ser um entretenimento muito estimável, com algumas ideias interessantes no seu argumento e um bom trabalho de Jonathan Mostow – um realizador que merece redescoberta e melhores oportunidades).

Mas quando soube que McG andou em conversações com James Cameron e Stan Winston, já dei o benefício da dúvida. A escolha de Christian Bale para protagonista e as “revisões” do guião pelos (muito) competentes Paul Haggis e Jonathan Nolan foram suficientes para me suscitar a curiosidade, ir às salas e fazer comentários só no final do filme.

 

Acabado o filme, confesso a minha surpresa. “Terminator Salvation” dá alguma vitalidade à saga e prolonga-a por novos caminhos (e por outros já delineados por Cameron).

Notável é o tom que McG dá ao filme. Menos terror e ficção científica, mais ambiente bélico. É como se estivéssemos a ver o que se designa como “filme de guerra”.

Terminator Salvation - screenshot 8

Curioso é o facto de se dar menos valor à história de John Connor e mais à de Marcus Wright. É precisamente este personagem que se revela o protagonista, com mais densidade e o mais evolutivo. No final, o que sobressai é uma história sobre a descoberta do que significa ser humano (que era algo que já se tinha abordado no segundo filme).

 

O filme propõe um evento com grande potencial narrativo e dramático – John Connor vai conhecer Kyle Reese, o seu pai; Kyle esteve no primeiro filme, enviado do futuro para proteger Sarah Connor (mãe de John) e tornou-se pai de John (Kyle e Sarah tiveram direito ao seu “ninho”); quando foi enviado do futuro, Kyle era um soldado a mando de John, agora John (devido ao que a mãe lhe disse e aos eventos por ele vividos nos dois filmes anteriores) sabe desse parentesco (que desafia as regras dos paradoxos espácio-temporais – se Kyle não fosse enviado ao passado, John não existiria, apesar de ser John a enviá-lo). É neste aspecto que o filme tem a sua falha, pois não faz a devida exploração.

Terminator Salvation - screenshot 7

McG sai-se bem, embora (como já esperava) sem o poder épico de Cameron nem a destreza de Mostow. Em vários momentos faz referências aos filmes anteriores (a confrontação final lembra momentos do primeiro e do segundo filme). Dá bom ritmo, sabe criar espectáculo, faz bom uso dos efeitos visuais e entrega ao filme um tom de grande brutalidade e sujidade bélica. Até tem boas ideias de mise en scène (o plano inicial e a quantidade de eventos que acompanha com um ligeiro movimento de câmara) e faz uma homemagem a Cameron (a chegada dos resistentes à sala dos T-800 lembra “Aliens” no momento em que se chega ao covil dos ovos).

Como brinde, McG reserva uma (grande) surpresa aos fans, a propósito do rosto mais iconográfico da saga.

Terminator Salvation - screenshot 2

Terminator Salvation - screenshot 4

Bale está a nível do que se espera (com a intensidade que o actor habitualmente dá – embora aqui e ali berre algo demais), mas é Worthington que domina o filme. Este era o seu star vehicle e a consolidação seria em Dezembro com “Avatar” (aquele “filmezito” de James Cameron, tão teragigamegahipersuper-aguardado).

 

Excelente trabalho de fotografia (a forma como se cria um look seco, sujo, despojado).

Como sempre na saga, magníficos efeitos de robótica (novamente do grande Stan Winston, naquele que seria o seu Goodbye, involuntário, do Cinema).

 

As receitas arrecadadas é que não foram as desejadas. Mesmo assim, circulou o rumor de um quinto episódio.

Numa saga que tanto falou do extermínio (humano), “Terminator Salvation” consegue uma proeza – salva uma saga do extermínio. Se não financeiro, pelo menos do ponto de vista narrativo e artístico.

 

“Terminator Salvation” tem edição portuguesa (em DVD e Blu-Ray). Os preços andam diversos. No mercado estrangeiro conseguem-se ambas as edições (e até com direito ao Director`s/extended cut) e a bons preços.

CHRISTIAN BALE stars as John Connor in Warner Bros. PicturesÕ action/sci-fi feature ÒTerminator Salvation.Ó PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION. ALL RIGHTS RESERVED.

Realizador: McG

Argumentistas: John Brancato, Michael Ferris

Elenco: Christian Bale, Sam Worthington, Anton Yelchin, Moon Bloodgood, Helena Bonham Carter, Bryce Dallas Howard, Jane Alexander, Michael Ironside, Common

 

Site – http://www.terminatorsalvation-movie.net/

 

Orçamento – 200 milhões de Dólares

Bilheteira – 125 (USA); 371 (mundial)

Terminator Salvation - Poster 6

Trailers

Terminator Salvation - Poster 8

“Melhor Música”, nos Prémios BMI 2010.

“Melhor Stunt Especializada”, nos Prémios World Stunt 2010.

Terminator Salvation - screenshot 3

McG teve conversações com James Cameron (autor da saga – escreveu e realizou os dois primeiros filmes).

Arnold Schwarzenegger visitou o set e confessou ter gostado do que viu.

Claire Danes recusou regressar à saga (participou em “Terminator 3”). Para a substituir (???) convocou-se Bryce Dallas Howard.

Charlotte Gainsbourg foi ponderada, mas teve de recusar por conflitos de agenda.

Josh Brolin ia ser Marcus Wright, mas recusou.

Helena Bonham Carter substituiu Tilda Swinton.

O argumento teve um “polimento” de vários, importantes e talentosos argumentistas da actualidade – Paul Haggis (“Million Dollar Baby”, “Casino Royale”), Shawn Ryan (a série “The Shield”), Anthony E. Zuiker (criador das diversas “C.S.I.”) e Jonathan Nolan (“Memento”, “The Dark Knight”, “Interstellar”). As alterações feitas por ambos foram decisivas para o SIM de Christian Bale. Bale recusou as primeiras ofertas por não gostar dos guiões até então elaborados.

Bale é o sétimo actor a personificar John Connor, depois de Edward Furlong, Dalton Abbott e Michael Edwards (em “T2” – John em adolescente, quase toda a metragem; John em criança, na cena do sonho; John adulto, nas cenas futuristas), Nick Stahl (em “T3”), Thomas Dekker e John DeVito (na série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles” – John como adolescente em toda a série; John como criança em momentos de flashback).

Por “acaso”, Sam Worthington era o protagonista do (então) novo filme de James Cameron – “Avatar”.

A música é de Danny Elfman.

Na montagem está Conrad Buff, que já tinha esse trabalho em “T2”.

Terminator Salvation - backstage 1

Num momento ouve-se a canção “You Could Be Mine”, dos Guns `n`Roses. A canção fazia também parte de “T2”.

Linda Hamilton “regressa” à saga – dá voz a Sarah Connor nas gravações dos seus testemunhos.

Stan Winston continua na saga, mas faleceu durante as filmagens. Foi o seu último filme, sendo-lhe dedicado.

Arnold Schwarzenegger recusou fazer um cameo pois achava que tal seria batota perante o público.

Mesmo assim, ele “aparece”.

(um truque que envolveu um body double e efeitos digitais)

Terminator Salvation - screenshot 10

Ia-se filmar em película, com recurso a um truque da Technicolor, denominado de OZ – adicionar mais prata ao negativo. Mas perante as dificuldades, optou-se por filmar em digital e simular o efeito por manipulação da imagem em pós-produção.

McG pediu ao elenco e equipa técnica para lerem “The Road” (de Cormac McCarthy, já adaptado ao Cinema) e “Do Androids Dream of Electric Sheep?” (de Philip K. Dick, que inspirou “Blade Runner”).

Anton Yelchin inspirou-se no trabalho de Michael Biehn em “The Terminator” e procurou seguir alguns dos seus tiques, dado que ambos interpretam o mesmo personagem, mas em idades diferentes.

Durante as filmagens, Bale teve uma bem acesa entrega de palavras ao director de fotografia Shane Hurlbut. Tudo porque este estava a fazer ajustes de luz no background e o actor, muito envolvido numa cena emotica, ficou distraído. Tal “desabafo” foi parar à net, causou polémicas e obrigou Bale a fazer um público pedido de desculpas.

Eis o momento:

Terminator Salvation - backstage 2

Bale expressou a McG que ele não tinha capacidade para fazer este filme. Perante o fracasso (nas bilheteiras), o actor culpou o realizador e jurou que nunca mais trabalharia com ele.

Em cenas de luta entre humanos e Terminators, estes são criados digitalmente a partir de stuntmen em fatos de motion capture.

As Moto-Terminators são combinações de motos reais (da Ducati) alteradas, stuntmen e efeitos digitais.

Terminator Salvation - screenshot 6

Regresso da frase “I’ll be back.”, mas dita por outro personagem.

Em “The Terminator”, Kyle Reese pergunta “What day is it? What year?“. Neste novo filme são-lhe feitas as mesmas perguntas.

Cameo de Stan Winston – é o prisioneiro, de cabelo branco, depois do raid à estação de combustível.

 

Ia ser a segunda parte de “T3”, filmada em back-to-back com “T3”. Mas os compromissos políticos de Schwarzie e outras questões logísticas levaram a que tudo se alterasse.

Numa primeira versão do argumento, havia mais presença de Marcus Wright e Kyle Reese, desenvolvendo-se mais a relação entre eles. John Connor seria mais secundário, mas Bale exigiu que o personagem fosse protagonista.

Seria primeiro de uma denominada “Future War Trilogy”. Os três filmes seria assinados por McG. Focariam os eventos do futuro que eram referidos nos três filmes anteriores. Perante o (pequeno) flop do filme, McG foi despedido e procuram-se outros realizadores. Mas o projecto das duas sequelas ficou cancelado. O novo filme que chega este ano (“Terminator: Genisys”) também pretende ser o início de uma (nova) trilogia.

Numa versão prévia do argumento, John morria e o seu rosto seria colocado no de Marcus. Mas quando tal foi divulgado na net, o estúdio pediu alterações.

TSD-13023 CHRISTIAN BALE stars as John Connor in Warner Bros. PicturesÕ action/sci-fi feature ÒTerminator Salvation,Ó a Warner Bros. Pictures release, also starring Sam Worthington. PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION. ALL RIGHTS RESERVED.

O filme ia ter o subtítulo “The Future Begins”. Mas esta era a tagline do poster de “Star Trek”. Por acaso, Yelchin participa nos dois filmes.

Quarto filme da saga, sempre com diferentes companhias produtoras – “The Terminator” vem pela Hemdale e distribuição da Orion; “Terminator 2” vem pela Carolco com distribuição da Tri-Star (que era propriedade da Columbia); “Terminator 3” vinha pela C-2 e com distribuição da Warner Bros. (USA) e Columbia Pictures (resto do mundo); “Terminator Salvation” vem pela The Halcyon Company e com distribuição da Warner Bros. (USA) e Columbia Pictures (resto do mundo).

 

O filme estreou nos 25 anos de “The Terminator”.

O filme tem um Director`s Cut, com mais 3 minutos.

 

Quando surgiu um dos trailers, Michael Bay lançou uma “polémica” (daquelas só possíveis em Hollywood) – que alguns dos Terminators tinham um aspecto semelhante a alguns Transformers (Bay é o realizador desta saga). Todos os analistas indicavam que a grande luta nas bilheteiras (americanas e mundiais) seria precisamente entre “Terminator Salvation” e “Transformers 2”. Nas bilheteiras, “Transformers 2” derrotou “Terminator Salvation” (em matéria de qualidade, o filme de McG supera o de Bay).

 

Schwarzie manifestou duas opiniões distintas. Em visita ao set, mostrou entusiasmo. Depois de ver o filme, teceu elogios. Mais tarde, diria que o o filme era fraco. Cameron afirmou que o filme era interessante.

TS-VFX-00752 A T-800 Terminator in a scene from Warner Bros. Pictures’ action/sci-fi feature “Terminator Salvation,” a Warner Bros. Pictures release. The film stars Christian Bale and Sam Worthington. PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION. ALL RIGHTS RESERVED.

Alan Dean Foster escreveu a novelização do filme, mas com um argumento totalmente novo face ao do filme, pois quando Foster começou a escrita do livro, o argumento cinematográfico era completamente diferente da versão final filmada.

Para além da novelização de Foster, saíu também uma prequela – “From The Ashes”, de Timothy Zahn.

Mais dois livros seriam editados – “Cold War” (de Greg Cox) e “Trial by Fire” (de Zahn).

A IDW Publishing editou uma prequela em 4 números.

Um videogame do estilo third-person shooter foi lançado na época de estreia do filme. Passa-se depois de “Terminator 3” e antes de “Terminator Salvation”.

TSD-03210 MOON BLOODGOOD as Blair Williams in Warner Bros. PicturesÕ action/sci-fi feature ÒTerminator Salvation,Ó a Warner Bros. Pictures release. The film stars Christian Bale and Sam Worthington. PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION. ALL RIGHTS RESERVED.

Como prequela ao filme, mas em áudio-visual, saiu a mini-série de 6 episódios, em forma de animação, “Terminator Salvation: The Machinima Series”. Centra-se na personagem Blair Williams (com voz de Moon Bloodgood, que a interpretou no filme).

 

 

Um esclarecimento sobre os eventos ao longo do tempo.

http://www.empireonline.com/features/terminator-timeline/

 

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