A Minha Prima Raquel (1952)

My Cousin Rachel - 1952 - Poster 1

 

Título Original – My Cousin Rachel

 

Richard Burton num dos seus primeiros trabalhos em Cinema.

Olivia de Havilland acompanha-o (e fascina-o).

Ambos vivem um romance misterioso à moda da grande Daphne Du Maurier.

 

Philip Ashley foi sempre criado pelo seu primo Ambrose.

Mas este parte, um dia. Comunicando-se sempre por cartas, Philip vem a saber que Ambrose casou. Mas as cartas seguintes indicam que Ambrose sofre, está doente e que a sua esposa Rachel pode ser a culpada.

Ambrose morre e Rachel parte para a casa de Philip.

Inicialmente, Philip é hostil a Rachel, pois acredita que ela lhe matou o primo. Mas com a passagem do tempo, Philip apaixona-se perdidamente por Rachel.

Até que a desconfiança volta a reinar.

É paranóia de Philip ou há culpa de Rachel?

My Cousin Rachel - 1952 - screenshot 1

My Cousin Rachel - 1952 - screenshot 2

Fiel ao estilo de muitas das tramas de Daphne Du Maurier (“The Jamaica Inn”, “Rebecca”, “The Birds” – todos, “por acaso”, adaptados por Hitchcock, que, “por acaso”, a tinha como uma das suas escritoras preferidas), o filme é um drama de suspense, passado na época victoriana, em ambientes de mansões de luxo, próximos de escarpas e do mar.

Há um mistério latente (a morte do primo – acidente, doença ou assassinato?), uma tensão permanente (as suspeitas do protagonista e as dúvidas do espectador) e uma história de amour fou e possessivo.

Tudo muito bem contado, assegurando permanentemente o interesse do espectador.

My Cousin Rachel - 1952 - screenshot 3

Excelente trabalho de fotografia e cenografia.

Adequada música (do grande Franz Waxman) – ora sentimental, ora misteriosa.

My Cousin Rachel - 1952 - screenshot 4

Richard Burton dá a sua habitual intensidade, antevendo já o portentoso actor que viria.

Olivia de Havilland perturba pelas constantes mudanças de atitude, sabendo ser também fascinante e romântica.

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O veterano Henry Koster (um pioneiro no uso do CinemaScope – “The Robe”, com… Richard Burton), competente artesão, dirige com sobriedade e elegância, criando uma permanente aura de mistério e romantismo.

My Cousin Rachel - 1952 - screenshot 7

Hitchcock ficaria deliciado com este material.

 

“My Cousin Rachel” tem edição portuguesa e está a bom preço.

My Cousin Rachel - 1952 - screenshot 6

Realizador: Henry Koster

Argumentista: Nunnally Johnson, a partir do livro de Daphne Du Maurier

Elenco: Olivia de Havilland, Richard Burton, Audrey Dalton

 

Orçamento – 1.2 milhões de Dólares.

Mercado doméstico – 1.3 milhões (USA)

 

Trailer


My Cousin Rachel - 1952 - lobbycard 3

Richard Burton esteve nomeado para “Melhor Actor Secundário”, nos Oscars 1953. Anthony Quinn, por “Viva Zapata” foi preferido. O filme também concorreu na “Melhor Fotografia – P&B”, mas perdeu para “The Bad and the Beautiful”.

Richard Burton foi “O Mais Promissor Estreante – Masculino”, nos Globos de Ouro 1953.

Olivia de Havilland tentou ser a “Melhor Actriz – Drama”, nos Globos de Ouro 1953. Shirley Booth, por “Come Back, Little Sheba”, foi a eleita.

My Cousin Rachel - 1952 - lobbycard 1

Richard Burton e Olivia de Havilland não se deram bem durante as filmagens.

(a forma fogosa como interpretam a paixão que une os seus personagens bem contraria a realidade – por alguma razão, ambos são excelentes actores, não?)

My Cousin Rachel - 1952 - screenshot 5

Apesar de ser visto em quase todas as cenas, Burton ficou com nomeação para actor secundário. Isto porque Burton ainda não era uma estrela, ao contrário do estatuto que já detinha de Havilland.

My Cousin Rachel - 1952 - Promo Photo - Olivia de Havilland

George Cukor chegou a ser ponderado como realizador.

(ele que já tinha feito um excelente suspense victoriano – “Gaslight”, em 1944, com Ingrid Bergman e Charles Boyer; o filme valeu um Oscar a Ingrid como “Melhor Actriz”)

 

Greta Garbo recusou ser Rachel, na fase em que Cukor estava ponderado.

Vivien Leigh recusou ser Rachel.

O “Lux Radio Theater” emitiu uma versão radiofónica de 60 minutos, a Setembro de 1953. Olivia de Havilland retomou a sua personagem.

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O livro foi editado em 1951 e conheceu várias adaptações:

  • Este filme, de 1952.
  • A versão radiofónica, de 1953.
  • Em 1983, a BBC faz uma mini-série de 4 episódios, com Christopher Guard e Geraldine Chaplin.
  • Em 2011, é emitida uma versão radiofónica, pela BBC Radio 4, com Damian Lewis e Lia Williams. Seria emitida novamente em 2013, pela Radio 4 Extra.
  • Em 2012, vai à cena do Gate Theatre, em Dublin, protagonizada por Hannah Yelland.
  • A história verá uma nova versão no ano de 2017 (estreia em Junho, na Inglaterra) – realizada por Roger Michell (“Notting Hill”), conta com o protagonismo de Rachel Weisz, Sam Claflin, Holliday Grainger, Iain Glen e Andrew Knott.

 

Sobre Daphne du Maurier

http://www.dumaurier.org

http://www.goodreads.com/author/show/2001717.Daphne_du_Maurier

 

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2 comments on “A Minha Prima Raquel (1952)

  1. […] originou um filme com algum estatuto (já aqui […]

  2. […] um clássico do Cinema, feito em 1952 (e já aqui […]

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