A Herdeira (1949)

A Herdeira - Poster 1

 

Título Original – The Heiress

 

William Wyler de volta a grandes histórias, arrebatadores romances e uma visão sobre a condição humana.

A ajudar, está um excelente grupo de actores.

 

Catherine Sloper é uma mulher jovem, mas ainda algo inocente perante o mundo, a vida e o amor. O seu pai, o reputado médico Dr. Sloper, protege-a ao máximo.

Num baile, Catherine trova conhecimento com Morris Townsend e entre os dois surge um imediato sentimento.

Apesar da vontade de Catherine em avançar para o casamento com Morris, o Dr. Sloper procura evitar a todo o custo tal evento, pois o médico acredita que o noivo é um caçador de fortunas.

Os acontecimentos irão demonstrar quem tem razão.

Mas a um preço alto.

Para todos.

The Heiress - screenshot 1

Mais um daqueles melodramas vintage, que só Hollywood sabe, com toda a mestria de Wyler.

Uma poderosa e arrebatadora história sobre um amor não correspondido, onde se aborda também a humildade, o proteccionismo, o interesse, o perdão, a dor, a raiva e a manipulação.

Tudo com um enorme sentido de emoção.

The Heiress - screenshot 2

Ralph Richardson está soberbo como (híper) protector pai à volta do destino da filha, que nunca descura o sentimento por ela.

Montgomery Clift está muito bem como um sedutor e manipulador ladies man.

Olivia de Havilland está esplêndida como uma mulher humilde (a forma como entra no baile), apaixonada (a sua ânsia por Monty), forte (a confrontação com pai), manipuladora (quando revê Monty) e carente (quando sabe a verdade sobre o pai e Monty).

The Heiress - screenshot 4

Excelente fotografia, guarda-roupa e cenografia.

 

Obra-prima total.

 

Obrigatório.

 

“The Heiress” tem edição portuguesa e está a preço digno de ser herdado pelo cinéfilo.

The Heiress - screenshot 5

Realizador: William Wyler

Argumentista: Ruth Goetz, Augustus Goetz, a partir da peça teatral deles, inspirada pelo romance de Henry James (“Washington Square”)

Elenco: Olivia de Havilland, Montgomery Clift, Ralph Richardson, Miriam Hopkins

 

Orçamento – 2.6 milhões de Dólares

Receitas (mercado doméstico USA) – 2.3

 

Trailer

The Heiress - screenshot 6

“Melhor Actriz” (Olivia de Havilland), “Melhor Direcção Artística – P&B”, “Melhor Guarda-Roupa – P&B”, “Melhor Música”, nos Oscars 1950. “The Heiress” também concorreu a “Melhor Filme” (perdeu para “All The King`s Men”), “Melhor Actor Secundário” (Ralph Richardson perdeu para Dean Jagger em “Twelve O`Clock High”), “Melhor Realização” (William Wyler foi derrotado por Joseph L. Mankiewicz em “A Letter to Three Wives”).

Olivia de Havilland foi a “Melhor Actriz”, nos Globos de Ouro 1950 e pelos críticos de Nova Iorque 1949.

Ralph Richardson foi “Melhor Actor”, pela National Board of Review 1949.

“Filme a Preservar”, pelo National Film Preservation Board USA 1996.

The Heiress - Olivia De Havilland & Montgomery Clift - Photo 1

Olivia de Havilland escolheu William Wyler como realizador, pois acreditava que sob a sua direcção conseguiria uma excelente interpretação. Olivia tinha visto a peça teatral e logo procurou Wyler no sentido que este assegurasse a adaptação cinematográfica.

Wyler teve de gerir muito bem as birras de Montgomery Clift e Ralph Richardson. Clift não valorizava Olivia e Richardson improvisava muito nas cenas com Olivia.

Para conseguir a dor (física e emocional) necessária à cena em que Olivia descobre que foi abandonada, Wyler encheu de livros as malas que Olivia carrega.

Clift chegou a aprender a tocar piano.

Clift não gostou da sua performance e abandonou a Premiére.

 

Foi recusada a ideia de reunir Olivia com Errol Flynn, pois queria-se uma maior intensidade emocional e sentimental por parte do actor que interpretasse Morris Townsend (entre Olivia e Errol havia sempre uma química simpática, romântica e feliz). Como tal, Clift foi eleito. A pedido do estúdio, os argumentistas suavizaram a malvadez do personagem de Clift no filme, face a como ele era na peça.

Basil Rathbone chegou a confessar o quanto lamentou não ter sido chamado para interpretar o Dr. Sloper (o personagem que foi para Richardson). Rathbone tinha interpretado Sloper em Nova Iorque, no teatro, face a Wendy Hiller. Num projecto inicial, o trio para o filme seria Olivia, Errol e Basil. Se assim acontecesse, seria o reencontro dos três, depois de “Captain Blood” (1935) e “The Adventures of Robin Hood” (1938).

 

A música tem o crédito de Aaron Copland, mas Wyler não gostou do seu trabalho. Muitos temas foram rearranjados e criados por Hugo Friedhodfer.

A canção que Clift toca e canta, “Plaisir d`Amour”, foi criada em 1784 por Jean-Paul-Égide Martini. Seria a inspiração para Elvis e o seu hit “I Can’t Help Falling In Love With You” (de 1961, usado no filme “Blue Hawaii”).

 

Ginger Rogers foi escolhida para protagonista, mas recusou.

 

A peça dos Goetz (Ruth e Augustus) estreou em 29 de Setembro de 1947, no Biltmore Theater de Nova Iorque. Wendy Hiller e Basil Rathbone protagonizavam. A peça teve um total de 410 representações.

Richardson retomou o seu personagem, pois já o tinha interpretado em palco, no London’s West End. Peggy Ashcroft interpretava a personagem de Olivia.

O “Lux Radio Theater” emitiu uma versão radiofónica de 60 minutos, a 11 de Setembro de 1950. Olivia de Havilland retomou a sua personagem.

 

Sobre Henry James

http://www.goodreads.com/author/show/159.Henry_James

http://www.online-literature.com/henry_james/

http://www.kirjasto.sci.fi/hjames.htm

http://www.henryjames.org.uk/

http://www.britannica.com/EBchecked/topic/299829/Henry-James

 

 

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