As Raízes do Céu (1958)

Raízes do Céu - Poster 2

 

Título Original – The Roots of Heaven

 

John Huston em África, à volta de elefantes, caça e conservadorismo.

 

Fort Lamy, França Equatorial. Morel é um idealista que move uma campanha de sensibilização ao elefante africano, perto da extinção. Morel refere-se a eles como “As Raízes do Céu”. Inicialmente, do seu lado estão apenas Minna, a dona de um night club, e o Major Forsythe, um ex-militar britânico. Mas lentamente, Morel vai conseguindo atenção dos media e de outras pessoas. Mas tamanha movimentação vai trazer também inimigos. Quem ganhará?

 

The Roots of Heaven - screenshot 6

 

Aventura exótica de contornos ecológicos e humanitários, de grande calibre cinematográfico.

Um título poderoso onde se ressalva a defesa da Natureza, mas onde se procura uma “educação” do ser humano – face a si próprio, aos outros e à Natureza.

Pelo meio, uma visão entre o lado místico de África, bem como o seu lado “humano” (os jogos políticos, militares e empresariais, onde nunca existem escrúpulos).

 

The Roots of Heaven - screenshot 7

 

Excelente fotografia (do grande Oswald Morris – um habitual de Huston), em glorioso CinemaScope.

 

Óptimo aproveitamento da paisagem.

 

Impecável trabalho de todo o elenco.

 

The Roots of Heaven - screenshot 3

 

Desencantado e amargo, duro e real, o filme mantém-se actual na sua visão ambientalista, humana e político-social.

 

O Cinema de John Huston num dos seus momentos mais altos, graças ao poder da narrativa, a entrega dos actores e a vigorosa realização (atenção à meia hora final, principalmente à confrontação na savana).

 

The Roots of Heaven - screenshot 10

 

Um clássico.

Uma pérola.

Uma obra-prima.

 

“The Roots of Heaven” tem edição portuguesa e anda a preço “ecológico”.

 

The Roots of Heaven - lobbycard 3

 

Realizador: John Huston

Argumentistas: Romain Gary, Patrick Leigh-Fermor, a partir do livro de Romain Gary (“Les Racines du Ciel”)

Elenco: Errol Flynn, Juliette Gréco, Trevor Howard, Eddie Albert, Orson Welles, Paul Lukas, Herbert Lom

 

Orçamento – 4.5 milhões de Dólares

Bilheteira – 3 milhões de Dólares

 

The Roots of Heaven - lobbycard 4

 

Trailer

 

Overture

 

The Roots of Heaven - lobbycard 2

 

William Holden já tinha sido escolhido. Mas depois Holden teve de abandonar o filme (o seu contrato com a Paramount não o permitia sair do estúdio – “The Roots of Heaven” é da 20th Century Fox) e Trevor Howard foi convocado. Howard ficou com o protagonismo, mas é Errol Flynn que tem o seu nome em primeiro lugar.

Na sua autobiografia, “My Wicked, Wicked Ways”, Flynn confessa que este é o filme que mais gostou de fazer.

Flynn já estava desde há anos com um problema de alcoolismo. Tal chegou a irritar John Huston. Um dia, Flynn provocou Huston a um tal ponto, que tiveram uma luta física. Resultado? Huston mandou Flynn ao chão. Ambos eram boxeurs amadores, mas Flynn estava com os reflexos em baixa.

 

ca. 1958 --- Errol Flynn, Juliet Greco and John Huston happily join a group of African dancers. All three are on location in Africa working on the 1958 film The Roots of Heaven. --- Image by © Corbis

 

Orson Welles faz uma pequena participação. Welles já tinha feito o mesmo no filme anterior de Huston, “Moby Dick”.

Welles participou de forma grátis, como agradecimento a Darryl Zanuck, que o ajudou a encontrar financiamento para o filme “Othello”.

 

The Roots of Heaven - lobbycard 5

 

James Mason também foi ponderado para protagonista.

O calor chegou a afectar todo o cast & crew. 130 pessoas fizeram mais de 920 pedidos de ajuda médica, ao longo de toda a filmagem.

Devido aos seus hábitos de álcool, Flynn e Huston ficaram mais imunes a alguns dos problemas de saúde que afectaram toda e equipa e elenco.

Eddie Albert esteve perto de uma insolação fatal.

Frequentemente, Huston abandonava o set para participar em caçadas.

(algo que se abordou no filme de Clint Eastwood, “White Hunter, Bkack Heart”)

Juliette Gréco era a amante de Zanuck, tendo já participado num filme produzido por ele – “The Sun Also Rises”.

Os direitos do livro foram comprados por 100.000 Dólares, pela 20th Century Fox, ainda antes do livro ser editado nos USA. Darryl F. Zanuck, o grande “czar” do estúdio sempre teve preferência por Huston, como realizador.

Huston já tinha interesse em fazer este filme. Apesar da sua participação em “A Farewell to Arms” (1957) lhe ter dado mau sabor na relação com um grande estúdio e um grande produtor (David O. Selznick), Huston voltou atrás no seu voto de jurar que nunca mais trabalharia com um grande produtor. Terminadas as filmagens, Huston teceu grandes elogios a Zanuck.

Huston sempre negou ser um caçador de elefantes, quando confrontado com ambientalistas que referiam a ironia de Huston (então com a reputação de caçador) fazer um filme sobre um ambientalista pró-elefantes.

Filmado no Congo e nos Camarões.

 

 

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