A Galáxia do Medo (1981)

A Galáxia do Medo - Poster 4

 

Título Original – Galaxy of Terror

 

“Star Wars” devolveu o interesse pelas space operas.

“Alien” abriu um filão para a sci-fi de terror.

 

Roger Corman (nome importante do Terror, nos 60s – a adaptações que fez de contos de Edgar Allan Poe, com Vincent Price) nunca perdia oportunidade para fazer rip-offs, descarados e baratuchos, da mais pura Série Z.

Claro que fez tal para “Star Wars – “Battle Beyond The Stars”, que já aqui falei.

E, claro, fez tal para “Alien”.

Ei-lo.

 

Um grupo de astronautas parte para uma missão de resgate a uma tripulação perdida num planeta. E lá encontra o medo e o terror. Mas tudo é gerado pela mente dos próprios. Como combater o seu enemy within?

 

Galaxy of Terror - screenshot 1

 

Um descarado rip-off a “Alien” (e a antecipar “Aliens”), que “rouba” e brinca com muitas das ideias (uma tripulação curta, que vai sendo eliminada, um a um, por um inimigo que quase não se vê; curta mas relevante presença feminina).

Como produto da casa de Roger Corman, claro que tudo soa a baratucho, frágil, frouxo e tosco – nas “interpretações” (limitam-se a declamar as lines e a andar de um lado paro o outro, sem emoção e convicção), “argumento” (que é uma desculpa para despachar personagens e criar uns momentos-choque; elogia-se uma ideia interessante – vencer o medo, algo instintivo e inerente ao ser humano, algo que o pode destruir), “realização” (sem noção de lógica, continuidade e ritmo).

Apesar de andar por caminhos que já tinham sido (e seriam) percorridos (de forma perfeita), o resultado final até diverte e entretém.

Tão mau, que chega a ser glorioso.

 

“Galaxy of Terror” não tem edição portuguesa. Mas existe noutros mercados. Recomendo (para quem tiver um leitor multiregion) a edição americana (inserida na colecção “Roger Corman Cult Classics”), plena de extras e sem censura.

 

Galaxy of Terror - screenshot 6

 

Realizador: Bruce D. Clark (como B.D. Clark)

Argumentistas: Marc Siegler, B.D. Clark, William Stout (sem crédito)

Elenco: Edward Albert, Erin Moran, Ray Walston, Bernard Behrens, Zalman King, Robert Englund, Taaffe O’Connell, Sid Haig, Grace Zabriskie, Mary Ellen O’Neill

 

Orçamento – 1.8 milhões de Dólares

Bilheteira – 4 milhões de Dólares

 

Galaxy of Terror - screenshot 4

Trailer – 

 

Filme –

 

Galaxy of Terror - screenshot 7

 

Está cotado como um d` “Os 50 Piores Filmes de Sempre”.

É, desde algum tempo depois da estreia, alvo de um imenso culto.

A cenografia é de James Cameron (que já vinha das mesmas funções em “Battle Beyond The Stars” – também produzido por Corman), que também é o Second Unit Director.

Na primeira função, já são visíveis ecos de “Alien” (o interior da nave), prenúncios a “Aliens” (os corredores) e a “The Terminator” (a paisagem inóspita e desértica). A própria trama também parece ser uma antecipação (sob a forma de rascunho) a “Aliens”.

As paredes da nave são feitas com caixas de takeout da McDonald`s.

Para um momento, Cameron usou minhocas, um braço falso e corrente eléctrica. O resultado foi tão eficaz e barato que Roger Corman ficou impressionado e procurou ter sempre Cameron sob a sua alçada. E o resto, como se costuma dizer, é história.

Cameron já tinha trabalhado com Corman em “Battle Beyond The Stars”, onde Cameron brilhou ao encontrar soluções simples, baratas e eficazes.

Tony Randel, membro da equipa técnica, considera que “Aliens” (escrito e realizado por Cameron) tem muitas semelhanças com “Galaxy of Terror”.

O set dresser é Bill Paxton. Este era o seu trabalho antes de ser actor. Impressionado com o seu trabalho, Cameron convocou-o para a sua equipa e tornar-se-iam grandes colegas e amigos nas suas carreiras. Cameron chegaria mesmo a incentivar Paxton a tornar-se actor (participando em filmes de Cameron – “The Terminator”, “Aliens”, “True Lies”, “Titanic”).

Taaffe O’Connell quase que foi esmagada pelo pesado bicho que a viola.

 

Galaxy of Terror - screenshot 10

 

A personagem de O’Connell ia ser apenas morta (ainda que despida) pelo bicho que a ataca. A violação foi uma mudança de última hora. Houve pressões de Corman, que tinha prometido aos seus financiadores uma cena sex scene. Assim sendo, na mesma cena juntaram-se as duas ideias. A actriz sentiu incómodo pelo frio no set durante a filmagem dessa cena. O’Connell chegou a usar uma body double para certos planos dessa cena. Toda a cena foi filmada por Corman. A cena chegou a ser eliminada em diversos países.

Eis a cena:

 

Galaxy of Terror - screenshot 8

O bicho usado nessa cena (e noutras) tinha o nome de “Maggie, The Maggot”

O filme chegou a ter uma versão classificada de X pela MPAA. Tal cut está mesmo perdido.

Sid Haig achava que o seu personagem não precisava de diálogos e pediu a Corman para o interpretar assim.

Keith Carradine foi ponderado para protagonista.

Segundo Corman, o orçamento era de 700.000 Dólares.

David DeCoteau estreia-se em Cinema com este filme. Era o production assistant. Tinha apenas 18 anos.

 

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