Com as Horas Contadas (1950)

D.O.A. - 1950 - Poster 1

 

Título Original – D.O.A.

 

Um clássico do mystery noir, um suspense thriller com um conceito muito interessante – é o assassinado que investiga a sua morte.

Foi de tal modo popular, que já teve três versões.

Eis a primeira, a clássica, a mais célebre e preferida.

 

Frank Bigelow, reputado contabilista, tem bons motivos para sorrir – o negócio vai bem, Frank aprecia boa vida e está bem encaminhado sentimentalmente com a sua secretária Paula.

Mas ao assistir a uma convenção, Frank descobre uma terrível verdade – foi envenenado e não tem cura.

Frank tem um par de dias para descobrir quem o matou e porquê.

D.O.A. - 1950 - screenshot 1

D.O.A. - 1950 - screenshot 2

D.O.A. - 1950 - screenshot 3

Diz-se que “nunca se está tão vivo como quando se está perto da morte”.

Eis um título que leva tal ao extremo.

“D.O.A.” é um trepidante thriller, que assenta na originalidade do conceito, na rebuscada trama (quando se julga que tudo está esclarecido e quem é o culpado há mais uma verdade para descobrir) e na sensação de stress vivida pelo protagonista (o ritmo do filme está ao nível do palpitar psicológico de Frank).

Mas para além do mistério a resolver e da acção que origina, há também tempo (ainda que curto) para uma história de amor (ainda que resolvida tardiamente) onde o protagonista descobre o que é realmente importante na (sua) vida.

D.O.A. - 1950 - screenshot 5

D.O.A. - 1950 - screenshot 6

Rudolph Maté dirige com garra, ritmo, tensão e muita eficácia, dando a sensação que tudo decorre em tempo real, deixando o espectador num stress ao nível do protagonista.

Edmond O`Brien está bem energético e intenso, numa das suas mais bem conseguidas performances.

(O`Brien é um actor a merecer (re)descoberta e (re)valorização)

D.O.A. - 1950 - screenshot 7

Uma jóia do género.

Um pequeno clássico.

Altamente recomendável.

 

“D.O.A.” tem edição portuguesa e já andou a bom preço. Se não o encontrarem nas lojas, pode ser encontrado noutros mercados, a bom preço também.

D.O.A. - 1950 - screenshot 8

Realizador: Rudolph Maté

Argumentistas: Russell Rouse, Clarence Greene

Elenco: Edmond O’Brien, Pamela Britton, Luther Adler, Beverly Garland, Lynn Baggett, William Ching, Henry Hart, Neville Brand

 

Trailer

 

Filme

 

 

D.O.A. - 1950 - Poster 2

“Filme a Preservar”, pelo National Film Preservation Board USA 2004.

D.O.A. - 1950 - lobbycard 1

D.O.A. significa “Dead On Arrival” (Morto à Chegada).

É o primeiro filme de Neville Brand.

É o primeiro filme de Beverly Garland.

Quando vemos Edmond O’Brien a correr, em desespero, pela rua, todo o plano é um stolen shot. Nenhuma das pessoas da rua estava a par das filmagens, pelo que as suas reacções não podiam ser mais genuínas.

 

Quando Frank Bigelow se regista no hotel de L.A., surgem vários nomes no livro de registo – Russell Rouse (um dos argumentistas), Ernest Laszlo (o director de fotografia) e Marty Moss (o assistant director).

Num determinado momento vê-se a capa de um número da revista “Life” – é o número de 12 de Setembro de 1949, com o Marechal Tito na capa.

O “Screen Director’s Playhouse” emitiu uma versão radiofónica, de 60 minutos, em Junho de 1951. Edmond O’Brien retomou o seu personagem.

Num determinado momento, o protagonista é enviado a um certo The Phillips Export-Import Co. O prédio que o “interpreta” é o Bradbury Building, um edifício icónico de L.A., considerado como um National Historic Landmark desde 1977, que já foi usado em diversos filmes, de os anos 40 até aos dias de hoje – “Blade Runner”, “Chinatown”, “I, the Jury”, “Murphy`s Law”, “The Cheap Detective”, “Marlowe” “(500) Days of Summer”, “The Artist”, são alguns.

O filme entrou no public domain muito depressa, o que originou cópias de péssima qualidade.

D.O.A. - 1950 - screenshot 4

Teria dois remakes:

  • “Color Me Dead”, feito na Austrália em 1969, realizado por Eddie Davis, com Tom Tryon. Basicamente, repetia a narrativa do original (o protagonista até tem o mesmo nome) e até algumas cenas (quase numa lógica de shot-per-shot). Trazia a novidade da cor e adaptava à mentalidade 60s (menino bem parecido, meninas esbeltas e em bikinis). Funcionava bem como entretenimento. Eis um par de momentos:

 

  • “D.O.A.”, feito por Hollywood em 1988, realizado por Annabel Jankel e Rocky Morton, com Dennis Quaid. Modernizava a narrativa e o tom aos 80s, seguindo uma trama diferente e plena de reviravoltas. Remake de muito bom nível. Eis o trailer:

 

Em In 2011, o Overtime Theater levou ao palco uma adaptação em forma de musical (?). Escrito por Jon Gillespie e Matthew Byron Cassi, dirigido por Cassi, com música de Jaime Ramirez. Foi um sucesso e chegou a receber um prémio – “Melhor Argumento Adaptado, pelos ATAC Globes 2012.

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