Mike Nichols – RIP

Mike Nichols - Photo 1

E continuam os Long Goodbye.

De volta ao Cinema.

Agora ao grande Mike Nichols.

 

Nasceu com o nome Mikhail Igor Peschkowsky, em Berlim, no seio de uma família judaica, de ascendências germânicas e russas.

Nichols e família fogem ao nazismo em 1939 e iniciam um novo ciclo de vida em Nova Iorque.

Estuda na Universidade de Chicago e descobre o interesse pelo mundo da representação. Frequenta a escola de Lee Strasberg. Começa a encenar peças e em 1963 ganha um Tony por “Barefoot In The Park” (de Neil Simon, que depois seria adaptada ao Cinema). Segue-se mais um Tony, também a partir de uma peça de Simon (“The Odd Couple”, com Art Carney e Walter Matthau).

Em 1966 dá o salto até ao Cinema e começa da melhor maneira – “Who’s Afraid of Virginia Woolf?”, com Elizabeth Taylor e Richard Burton. Prémios diversos (Oscar incluído), elogios e sucesso.

Tudo se repete no ano seguinte com o mítico “The Graduate”. Sai premiado como “Melhor Realizador” nos Oscars. E o filme também marca pela mítica canção de Simon & Garfunkel.

Nos 70s volta a assinar títulos relevantes – “Catch-22”, “Carnal Knowledge”, “The Day of the Dolphin”.

Os anos 80 e 90 voltam a mostram um Nichols activo e competente, sempre com sucesso, elogios e prémios (embora com títulos não tão poderosos como os de outrora) – “Silkwood”, “Heartburn”, “Working Girl”, “Regarding Henry”, “Wolf”, “The Birdcage”, “Primary Colors”.

O início do Século XXI trá-lo de volta em grande, no Cinema e em Televisão.

Para o grande ecran faz “Closer” e choca.

Para o pequeno ecran faz “Angels In America” e comove. A série torna-se um acontecimento, é um sucesso e um conquistador de prémios e elogios.

O seu último filme é de 2007 – “Charlie Wilson’s War”.

 

Nichols tem uma carreira plena de sucessos, prémios diversos e títulos relevantes (em Cinema e como retrato das respectivas épocas).

A sua filmografia destaca-se pela qualidade da escrita (Nichols privilegiava sempre o argumento), um trabalho impecável dos actores (que tiveram sempre grandes interpretações, algumas das melhores das suas carreiras, sendo até premiados por esses trabalhos), uma forma real, honesta, directa e intensa de abordar situações e emoções, conseguindo que cada um dos seus filmes fosse também um retrato social do tempo em que se passava e era feito.

 

Perde-se um grande realizador, de um estilo único, criador de um Cinema “real”.

Mike Nichols - Photo 2

So Long, Mike.

 

Tributo

 

Trailers de alguns dos seus mais relevantes filmes

 

“Who’s Afraid of Virginia Woolf?”

 

“The Graduate”

A canção de Simon & Garfunkel

 

“Carnal Knowledge”

 

“Silkwood”

 

“Heartburn”

Do qual sai a canção de Carly Simon

 

“Working Girl”

Do qual sai outra canção de Carly Simon

 

“Closer”

E Nichols consegue mostrar Natalie Portman mais quente que um Verão nos Trópicos

 

“Angels In America”

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s