Fúria (2014)

Fúria - Poster 6

Título Original – Fury

 

Regresso (é o seu segundo filme visto este ano) do meu muito estimado David Ayer (que já aqui, alegremente, abordei, bem como o seu recente “Sabotage”).

Regresso de Ayer aos ambientes da Segunda Guerra Mundial (Ayer escreveu o entretido e nostálgico “U-571”).

 

Alemanha, tempos finais da Segunda Guerra Mundial. Os Aliados avançam pelo país, mas os nazis resistem fortemente com tudo o que têm.

Um pelotão de cavalaria, a bordo do seu tanque (de nome “Fury”) é chamado para uma missão de resgate e protecção.

As possibilidades de sucesso são ínfimas, mas o grupo vai dar grande luta.

1231428 - FURY

Um energético, dinâmico, espectacular e emotivo war actioner, onde se foca o (anti-)heroísmo colectivo, a lealdade na união de camaradas de armas, a honra e a bravura em combate, havendo também lugar para visão nada romântica ou heróica da guerra.

Ayer faz um filme anti-guerra (a cena em que o novato é obrigado a matar um militar nazi, os momentos em que o novato conhece os rostos das casulaties of war), ilustrando toda a sua irracionalidade e brutalidade.

Ayer volta a confirmar o seu dom para criar personagens (masculinos), ambientes “machos” e viris, apoiados num certo sentido de brotherhood.

No meio de tanta violência, morte e irracionalidade, Ayer consegue ainda ter um laivo de esperança humanitária (o jantar com as meninas alemãs e o desfecho do combate final).

Mas apesar de toda a consciência (humana e moral) do filme, Ayer nunca esquece que está a fazer (grande) cinema de acção (o duelo dos tanques e o confronto final mostram bem todo o savoir faire de Ayer em acção física). Por outro lado, não se inibe de bons momentos de mise en scéne (a “cavalgada” dos tanques e o belíssimo plano final – um momento que dispensa diálogos e comentários, deixando tudo à consciência de cada um).

Fury - screenshot 2

Bom trabalho de todo o elenco, sendo de destacar Brad Pitt (uma das suas melhores performances, como um militar duro, mas íntegro, devoto aos seus homens, mas cansado da violência do conflito) e Logan Lerman (um puro rosto de inocência estilhaçado pela brutalidade do conflito).

 

Excelente trabalho de fotografia e no campo do som.

 

Ayer assina aqui o seu melhor filme e um dos melhores títulos de 2014.

“Fury” é, também e “apenas”, o melhor filme de guerra desde “Saving Private Ryan”.

 

Imperdível.

Brad Pitt;Shia LaBeouf;Logan Lerman;Michael Pena

Realizador: David Ayer

Argumentista: David Ayer

Elenco: Brad Pitt, Logan Lerman, Shia LaBeouf, Michael Penã, Jon Bernthal e Jason Isaacs

 

Orçamento – 68 milhões de Dólares

Bilheteira (até agora) – 31 (USA)

 

Site – http://furymovie.tumblr.com/#all

 

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