Garden State (2004)

Garden State - Poster 1

 

O cinema independente Americano reserva-nos sempre boas surpresas, com títulos onde importam mais as pessoas, os sentimentos, as relações e o quotidiano de gente “normal” e “real”.

No fundo, uma (boa) fuga aos blockbusters, para a “realidade”.

Eis um bom caso.

Onde conhecemos um bom talento desse meio – Zach Braff.

A seu lado, A maior fada do cinema moderno – Natalie Portman.

 

Andrew Largeman, um jovem actor de sucesso mediano, regressa a casa para o funeral da mãe.

Andrew tem um passado marcado pela culpa, devido a algo que fez à mãe e cujas consequências afectaram o diálogo com o pai.

O reencontro com antigos amigos de infância, a presença em festas e borgas, não lhe dão o rumo que ele procura.

Até que conhece Sam, uma rapariga sem travões na forma de falar, viver e sentir.

E eis que um rumo (feliz) parece surgir no horizonte de Andrew.

Garden State - screenshot 1

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Melodrama singelo, simpático e até, por vezes, divertido, sobre a descoberta do lugar do indivíduo no mundo, o (auto-)perdão, a culpa, os conflitos familiares e a necessidade de diálogo, onde surge o devido encaminhamento pelo encontro e ajuda daquela pessoa que sabe o rumo a seguir e conhece o sentido de tudo.

Garden State - screenshot 3

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Zach Braff revela talento e inteligência na forma como organiza tantos temas, eventos e emoções, que poderiam dar origem a um filme “chato”, pesado, duro e negro, transformando tudo num filme optimista, positivo, colorido e esperançoso, dando um tom leve, mas nunca leviano.

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Braff também está muito bem como actor, ao compor um jovem à deriva, perdido nas suas emoções e dúvidas.

Natalie Portman (temos de esperar cerca de 25 minutos por ela) está radiante (aquele sorriso ilumina a Via Láctea), sempre sorridente e positiva, capaz de apontar o caminho da felicidade.

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Muito boa banda sonora.

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Uma pequena jóia do cinema independente.

Muito recomendável.

 

“Garden State” tem edição portuguesa. Se não a encontrarem, procurem a edição inglesa, que está bem guarnecida de extras, a bom preço e com legendas em Português. O Blu-Ray (também em edição inglesa) só tem legendas em Inglês e aos extras da edição DVD acrescenta um comentário de Zach Braff e Natalie Portman.

Garden State - screenshot 7

Realizador: Zach Braff

Argumentista: Zach Braff

Elenco: Zach Braff, Natalie Portman, Peter Sarsgaard, Ian Holm

 

Site – http://www.miramax.com/movie/garden-state/

 

Orçamento – 2.5 milhões de Dólares

Bilheteira – 26 (USA); 35 (mundial)

 

Trailer

 

A entrada de Natalie em cena

 

A canção que Natalie ouve

 

Garden State - Poster 3

Nomeado para “Melhor Artista Estreante” (Zach Braff), pela Empire 2005. Freddie Highmore, por “Finding Neverland”, venceu.

“Melhor Artista Estreante” (Zach Braff), pelos Críticos de Ohio 2005, pelos Críticos de Phoenix 2004.

“Melhor Novo Realizador” (Zach Braff), pelos Críticos de Chicago 2004, pelo Festival de Hollywood 2005, pelos Críticos Online 2005.

“Melhor Banda Sonora”, nos Grammy 2005.

“Melhor Primeiro Filme”, nos Independent Spirit 2005.

“Melhor Primeira Realização”, pela National Board of Review 2004.

“Melhor Actor” (Peter Sarsgaard), no Festival de Estocolmo 2004.

Garden State - Poster 4

Zach Braff surge em todas as cenas do filme.

Braff inspirou-se em parte das suas memórias de infância em New Jersey, bem como nos seus primeiros tempos como actor.

Braff escreveu o argumento ainda nos seus dias de faculdade. Chamou-lhe “Large`s Ark”.

Braff inspirou-se em filmes de Woody Allen (principalmente “Annie Hall” e “Manhattan”), Alexander Payne e Hal Ashby (nomeadamente “Harold & Maude”).

Portman foi a primeira escolha de Braff para Sam, mas nunca acreditou que conseguisse convencer a actriz a participar no filme. Braff tinha visto Portman em “Beautiful Girls”, na época em que escrevia o argumento, e ficou totalmente encantado por Natalie nesse filme (quem é que não fica/ficou?).

Portman estava embaraçada pela cena de dança/sapateado e pediu a Braff para a cortar se ela estivesse mal.

Tal como no filme, Braff já trabalhou como waiter num restaurante vietnamita.

Quando Zach, Peter e Natalie estão juntos, a andar, Natalie teve de acelerar o passo (ela é mais pequena que eles) para conseguir acompanhar os seus colegas.

O cemitério dos animais domésticos foi pela equipa e elenco. Os nomes mencionados são alguns dos animais domésticos das pessoas envolvidas.

Choveu sempre nas cenas de exterior. Braff é conhecedor da zona e disse que nunca tinha visto um Maio assim.

O filme foi financiado, na totalidade, por um financiador de hipotecas. Quando o filme foi exibido em Sundance, a Miramax e a Fox Searchlight compraram os direitos do filme por 5 milhões de Dólares.

 

A Banda Sonora

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