Os Amantes Crucificados (1954)

Os Amantes Crucificados - Poster 2

Título Original – Chikamatsu Monogatari (A Story from Chikamatsu)

Títulos Internacionais – The Crucified Lovers e The Tale of the Crucified Lovers

 

Depois de um novo passeio pelo Cinema de Ozu, segue-se mais uma “espreitadela” a outro mestre nipónico – (Kenji) Mizoguchi.

 

Kyoto, Século XVII.

Osan é casada com Ishun, reputado fabricante de papiros para o Imperador. Mohei é o empregado favorito de Ishun. Osan e Mohei dão-se bem e ela pede-lhe um favor, de carácter financeiro. Mas Mohei faz uma pequena ilegalidade e é descoberto. Rapidamente ambos são acusados de serem amantes e põem-se em fuga. Mas o que é mais importante? Viverem um sentimento em fuga e na ilegalidade ou consomarem o afecto e enfrentar as consequências?

The Crucified Lovers - screenshot 1

Perante a rigidez e a frieza das regras, só a leveza e o calor do amor podem crucificar tanto vazio sentimental.

Com rigor e sentimento, Mizoguchi filma a odisseia de um verdadeiro “amor em fuga”, em busca de um lugar (e tempo) onde o sentimento não seja uma cruz de dor mas sim uma fruta de felicidade, embora sujeito aos pregos do preconceito e da intolerância.

A cenografia, fotografia e interpretações acompanham Mizoguchi numa demonstração do quanto são todos amantes de Cinema.

Fiel ao seu (impecável e rigoroso) estilo de grande teatralidade, Mizoguchi questiona alguns valores demasiado rígidos da cultura japonesa, apelando à emancipação da mulher (um tema recorrente na sua obra cinematográfica).

Belíssimo.

(atenção ao plano final)

 

“The Crucified Lovers” tem edição portuguesa e já anda a preço verdadeiramente amante da prateleira cinéfila.

The Crucified Lovers - screenshot 2

Realizador: Kenji Mizoguchi

Argumentistas: Yoshikata Yoda (guião) e Matsutarô Kawaguchi (adaptação), segundo peça de Monzaemon Chikamatsu

Elenco: Kazuo Hasegawa, Kyôko Kagawa, Eitarô Shindô, Eitarô Ozawa, Yôko Minamida

The Crucified Lovers - screenshot 5

“Melhor Realizador”, nos Prémios Blue Ribbon 1955.

Esteve nomeado para a “Palm d`Or”, em Cannes 1955, mas perdeu para “Marty” (que seria o grande vencedor dos Oscars de 1956).

The Crucified Lovers - screenshot 4

A peça de Chikamatsu é de 1715. Insere-se no estilo Jōruri, uma narrativa musical típica da época, ao som de Shamisen (um típico instrumento de três cordas).

The Crucified Lovers - screenshot 6

Clip

 

O Filme

The Crucified Lovers - screenshot 7

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