Adventures of Captain Fabian – A Taberna de Nova Orleães (1951)

A Taberna de Nova Orleães - Poster 3

Um dos títulos da fase final de carreira de Errol Flynn.

O argumento é da sua autoria.

O filme afasta-se (consideravelmente) do tipo de filme que Flynn nos habituou.

 

O Capitão Fabian regressa a New Orleans e descobre que a família Brissac (família rival da do Capitão) tem um envolvimento misterioso num assassinato. A culpa cai em Lea Mariotte, uma pobre criada, alvo do desejo do manipulador George Brissac. Fabian mete-se em campo e consegue que Lea seja inocentada. Entre ambos surge uma cumplicidade que visa destruir Brissac e provar a sua culpa no tal assassinato. Mas a ganância de Lea e Brissac e a sua anterior cumplicidade vão desbaratar os planos de Fabian.

Adventures of Captain Fabian - screenshot 4

É um filme bem fora do convencional a que Flynn nos habituou.

Flynn demora cerca de 20 minutos a entrar em cena. Flynn é algo secundário na trama. Flynn não compõe o seu herói típico (embora, nos últimos 10 minutos, lá pegue numa arma e dê uns tiros e uns murros nos mauzões).

O título suscita uma falsa ilusão no espectador. O Captain Fabian não vive (grandes) aventuras, nem o filme é de aventuras.

Os posters publicitários anda mais erróneos são (mostrando-nos explosões, lutas e um Flynn em tronco nú e ready for action).

Na verdade, o filme acaba por ser um melodrama sulista, sobre paixões intensas e não correspondidas, amores ilícitos, ganâncias e ambições desmedidas, tramas de tribunal e crimes passionais.

Adventures of Captain Fabian - screenshot 5

Não ofende, mas não arrebata.

Errol Flynn tem sempre carisma e presença, mas o filme não lhe permite aquele festival viril e heróico de outrora.

Micheline Presle é demasiado fria, interpretando uma personagem calculista e não gera química com Flynn (ahh, onde está Olivia de Havilland quando se precisa dela?).

Vincent Price dá o seu habitual cinismo e tom manipulador e sinistro que lhe deu fama.

Vê-se bem, não é uma mediocridade, mas não nos faz vibrar de emoção e entretenimento.

O filme tem edição portuguesa, mas o som mono está demasiado baixo. O preço ainda não justifica a compra.

 

Na estreia de Flynn neste site/blog, tive/teve mesmo azar.

Prometo voltar aos filmes de Flynn, mas aos de 5 Stars, clássicos e que lhe deram (boa) reputação.

Adventures of Captain Fabian - screenshot 6

Realizadores: William Marshall, Robert Florey (sem direito a crédito)

Argumentista: Errol Flynn

Elenco: Errol Flynn, Micheline Presle, Vincent Price, Agnes Moorehead

 

Trailer – http://matineeclassics.com/movies/1951/adventures_of_captain_fabian/

Adventures of Captain Fabian - screenshot 9

O realizador inicial, William Marshall era o marido de Micheline Presle. Mas Marshall revelou pouco jeito para a função e teve de ser substituído.

Robert Florey foi escolhido para realizar uma boa parte do filme, mas ficou sem crédito.

O filme foi filmado em França. Os exteriores foram filmados em Villefranche. As cenas de interiores foram filmadas no Victorine Studio (em Nice) e no Billancourt Studio (em Paris). O título era “The Bargain”. Chegou a ter o título alternativo de “New Orleans Adventure”. “Bloodlines” foi outros dos títulos considerados.

Pela lei francesa, o filme tinha de ser filmado em duas versões – inglesa e francesa. Mas Marshall conseguiu contornar tal.

Seria o primeiro de dois filmes que Flynn faria com Marshall. O outro seria “The Man Who Cried”, um thriller sobre um crime perfeito e as peripécias que daí surgiam ao longo de quatro horas. Mas um outro filme (“Hello God”) surgiu e os desentendimentos entre actor e realizador impediram um novo reencontro.

Flynn ainda teve de enfrentar a ira de um seu associado, Charles Gross, que reclamava uma indemnização por ter participado na elaboração do argumento e não ter sido pago.

O filme foi muito atacado pela crítica e foi considerado como um dos piores de Flynn.

O argumento foi delineado por Flynn e Marshall. Fala-se que vem de um livro (nunca publicado) de Flynn chamado “The Bewitched”. Mas também há indicações que a origem está em Fabulous Ann Madlock“ de Robert Shan.

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