Anastasia (1956)

Anastasia - 1956 - Poster 1

Anastasia é um dos mais celebrados mitos do início do Século XX.

Já serviu de inspiração para muita coisa.

O Cinema não lhe podia ficar imune.

Eis o mito ao serviço de um tipo de melodrama como só Hollywood sabe fazer.

Ingrid Bergman, Yul Brynner e Helen Hayes lideram o muito bom elenco.

Dirige o veterano Anatole Litvak.

 

O General Sergei Pavlovich Bounine é um oportunista. Sabendo da desesperada procura por Anastasia, última herdeira do trono da Rússia, Bounine encontra em Anna Koreff, uma mulher à deriva, sem memória e fugida de um manicómio, a perfeita “actriz” para tal personagem. O cepticismo dela é enorme, o conflito entre ambos é total, mas a “encenação” avança. Mas Maria Feodorovna, a avó de Anastasia é muito difícil de convencer. Mas Anna parece ter recursos que ninguém imaginava. Ou será Anna a verdadeira Anastasia?

Anastasia (1956)

Um (perfeito) atestado da excelência do Cinema (principalmente de Hollywood) na criação de um melodrama sentimental, de época e luxuoso.

Todos os planos são um consolo para os olhos. As emoções são delicadas. Os diálogos são ricos, em matéria de elegância, profundidade, personalidade e sentimento.

Esplêndido trabalho a nível de fotografia (ahhh, os gloriosos tempos do CinemaScope…), cenografia e guarda-roupa.

Ingrid Bergman está absolutamente radiante e envolvente. Yul Brynner brilha com toda aquela “frieza” magnética e viril que só ele sabia. Helen Hayes é de uma candura comovente.

O veterano Anatole Litvak dá uma lição de como fazer uma elegante realização.

Maravilhoso clássico.

Anastasia - 1956 - Ingrid Bergman e Helen Hayes - screenshot 1

História sobre uma encenação, “Anastasia” acaba por ser um tributo à encenação – do espaço, de ambientes, dos sentimentos, da narrativa, de personagens e interpretações. Enfim, um tributo à encenação máxima – o Cinema.

 

A edição USA é recomendável (para quem tiver um leitor DVD multi-region e para o espectador que não tenha problemas com legendas em Inglês e Espanhol). Isto porque, para além de ter mais extras (há um bom documentário sobre a verdadeira Anastasia, vindo do History Channel), há também uma impecável remasterização a nível de imagem e som.

Anastasia - 1956 - Ingrid Bergman e Yul Brunner - screenshot 1

Realizador: Anatole Litvak

Argumentista: Arthur Laurents, segundo uma peça de Marcelle Maurette

Elenco: Ingrid Bergman, Yul Brynner, Helen Hayes, Akim Tamiroff

 

Trailer

 

O belo tema do grande Alfred Newman

Anastasia - 1956 - Ingrid Bergman - screenshot 1

“Melhor Actriz” (Ingrid Bergman), nos Oscars 1957. Ingrid não estava presente na cerimónia, Cary Grant (amigo dela e colega de filme nalguns títulos) recebeu-o por ela.

“Melhor Actriz – Drama” (Ingrid Bergman), nos Globos de Ouro 1957.

“Melhor Actriz” (Ingrid Bergman), nos Donatello 1957.

“Melhor Actor” (Yul Brynner), pela National Board of Review 1956.

“Melhor Actriz” (Ingrid Bergman), pelo Círculo de Críticos de Nova Iorque 1956.

Anastasia - 1956 - Ingrid Bergman e Helen Hayes - screenshot 2

O filme marcou o regresso de Ingrid Bergman a Hollywood, de onde tinha sido “expulsa” em 1949, devido ao escândalo do seu envolvimento com o realizador italiano Roberto Rossellini, estando ela ainda casada.

 

O filme baseia-se na história de Anna Anderson, uma mulher que reclamava ser a verdadeira Anastasia. Peritos médicos encontraram algumas semelhanças físicas entre ambas. Contudo, após a sua morte e com análise ao DNA, pode-se verificar que este não era compatível com o dos Romanov, de quem Anastasia seria descendente. Ao contrário do filme, Anna e Maria nunca se encontraram. Seria Olga, filha de Maria, quem visitou Anna num sanatório, para longas conversas com o fim de determinar a veracidade das afirmações de Anna. Em 1991, na cidade de Ekaterinburg, descobriram-se 9 de 11 possíveis corpos da família Romanov. Em falta estavam os corpos de Anastasia e do seu irmão Alexei. Estudos futuros, através do DNA, determinaram que Anastasia era um dos 9 corpos. Os dois em faltam eram os de Alexei e da Marie, a outra irmã.

Quando decorriam as filmagens, Anna estava viva e os produtores tiveram de negociar com ela o uso do seu nome no filme.

Helen Hayes foi chamada por exclusiva vontade do produtor, que tinha ficado muito bem impressionado com ela, ao vê-la num trabalho para a BBC.

Há um personagem que é referido como “Mad Monk”. A referência é a Grigori Rasputin.

A peça de Marcelle Maurette esteve no Teatro Lyceum. Estreou em 29 de Dezembro de 1954 e durou 272 representações.

 

Anastasia - 1956 - Poster 4

Sobre a história de Anastasia

 

http://www.biography.com/people/anastasia-9184008#mystery&

http://www.historyandwomen.com/2012/06/anastasia-romanov.html

http://historyofrussia.org/anastasia-romanov/

http://www.dailymail.co.uk/femail/article-2571437/Explosive-new-book-claims-Princess-Anastasia-DID-escape-West.html

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s