Lola Montès (1955)

Lola Montès - Poster 1

 

Mais uma pérola de Max Ophüls.

 

Lola Montès viveu uma vida extraordinária, rodeada de luxos e de homens importantes.

No seu final de vida, Lola é uma atracção circense, onde recria alguns eventos da sua vida.

Lola Montès - screenshot 1

Lola Montès - screenshot 2

Vida e Arte sempre se encontraram e em permanente disputa sobre qual imita qual.

Ophüls mostra que o “maior espectáculo do mundo” é o espectáculo da vida (humana). Ainda que, por vezes, sujeita ao “deleite” e “(des)aprovação” do “público”.

Como sempre, fá-lo de uma forma que é uma lição de Arte Cinematográfica. Absolutamente admirável do ponto de vista visual, com uma encenação rigorosa e um perfeito uso do Technicolor e do CinemaScope.

Lola Montès - screenshot 6

Lola Montès - screenshot 5

Arrebatadora performance de Martine Carol, muito bem acompanhada por Peter Ustinov, Anton Walbrook e Oskar Werner.

Lola Montès - screenshot 4

Lola Montès - screenshot 7

Obra-prima total, num filme que tem muito a ganhar (e descobrir) em sucessivas (re)visões.

 

Obrigatório.

 

“Lola Montès” está disponível no marcado português a anda a bom preço.

Martine Carol in Max Ophüls' LOLA MONTÈS (1955). Credit: Rialto Pictures. Playing 10/10-10/30

Realizador: Max Ophüls

Argumentistas: Max Ophüls, Annette Wademant, Jacques Natanson, Peter Ustinov (sem crédito), Franz Geiger (sem crédito), a partir do romance de Cécil Saint-Laurent (“La Vie Extraordinaire de Lola Montès”)

Elenco: Martine Carol, Peter Ustinov, Anton Walbrook, Henri Guisol, Lise Delamare, Paulette Dubost, Oskar Werner, Jean Galland

 

Trailer

http://www.criterion.com/films/938-lola-montes

 

Lola Montès - Poster 5

O filme adapta o romance de Cecil Saint-Laurent, “La Vie Extraordinaire de Lola Montès”. Curiosamente, uma saga literária de Laurent chamada “Carolien Chérie” já tinha sido adaptada ao Cinema, protagonizada por… Martine Carol.

 

É o último filme de Ophüls e o único a cores.

 

Na época da estreia, alguma crítica quis explorar o paralelismo ente Lola Montès e a actriz Martine Carol. Martine também teve uma conturbada vida sentimental que fez as delícias de algum jornalismo.

O filme foi um flop (e alvo de algum escândalo) na época, algo que deixou Ophüls triste, pelo que decidiu retirar-se de cena. Chegou-se a ponderar um cut mais curto (com menos 20 minutos), mas nada disso foi conseguido (chegou a haver um manifesto de apoio a Ophüls e ao filme por parte de nomes importantes como Jacques Tati, Jean Cocteau, Jacques Becker e Roberto Rossellini). Só muitos anos depois é que o filme receberia a aclamação que verdadeiramente merece.

 

Paul Thomas Anderson sobre Max Ophüls

 

Lola Montès - Poster 2

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