The Amazing Spider-Man 2 – O Fantástico Homem-Aranha 2 (2014)

O Fantástico Homem-Aranha - Poster 5

Dois anos depois do muito capaz reboot, eis o (amazing)  regresso de Spidey.

Peter Parker está a acabar o liceu. A sua relação com Gwen Stacy vai bem. Diverte-se à brava sendo Spider-Man.

Mas o regresso de um antigo amigo de infância, Harry Osborn, vai revelar todo o mistério à volta dos pais de Peter e a relação com a Oscorp. Spider-Man vê-se alvo dos interesses misteriosos da empresa. Em consequência, a cidade é assolada por três poderosos vilões – Electro, Green Goblin e Rhino. Todos “produtos” da Oscorp e com uma agenda pessoal face a Spidey. Que grande desafio aguarda o herói.

906429 - The Amazing Spider-Man 2

A indústria de Hollywood assenta num elemento simples, mas vital para o movie business – o público. É este que põe o dinheiro no box-office, que decide qual é a moda e o que deve ser sucesso. Como tal, há que agradar às massas.

“The Amazing Spider-Man 2” ilustra isso na perfeição. Mais do que um (amazing) crowd pleaser, o filme assume que esteve atento às críticas/sugestões (construtivas) feitas pelo público/fãs ao primeiro filme.

Assim sendo:

A narrativa está mais sólida, muito bem desenvolvida, mais equilibrada, onde (como deve ser em qualquer Spidey story) prevalece o elemento humano e emocional.

Marc Webb mostra-se mais à vontade na realização, gere melhor todo o luxo que tem em mãos e consegue um perfeito equilíbrio de todas as vertentes, conseguindo que o filme seja um grande espectáculo, um excelente superhero movie, um verdadeiro Spider-Man movie, que foca o essencial – Peter Parker e como ser/viver Spider-Man, perante as suas motivações, emoções, hostilidades e quem o rodeia.

Os efeitos visuais estão perfeitos. Hoje, mais do que nunca, podemos ver (e acompanhar) os city spins de Spider-Man de uma forma absolutamente amazing, realista, envolvente, detalhada, vivida, sentida e dinâmica. Ao contrário do primeiro filme, temos mais Spidey action à luz do dia. Como os trailers prometem, os swings de Spidey são absolutamente entusiasmantes, proporcionando aquele escapismo fantasista “real” que só o Cinema permite. Apetece mesmo chamar Spidey e pedir-lhe “take me with you for the ultimate spin”.

O filme tem mais doses de acção que o anterior, em cenas mais longas e desenvolvidas, onde sentimos toda a dinâmica na forma como o herói se move. Um absoluto deleite, fazendo-nos sentir toda a dinâmica que vemos na bd.

906429 - The Amazing Spider-Man 2

Lamenta-se a falta de garra da banda sonora de Hans Zimmer. É ele que destoa no meio de tanto brilhantismo.

(se calhar está na hora de convocar os serviços de John Williams – algém esquece o que ele compôs para Superman – ou retomar os serviços de Danny Elfman – afinal ele “deu música” a Spidey em “Spider-Man” e “Spider-Man 2”)

906429 - The Amazing Spider-Man 2

É certo que esta nova saga (bem como a trilogia de Sam Raimi) segue um rumo narrativo próprio. Mas o filme nunca perde de vista os comics.

A relação com Gwen, os dilemas de Peter face a tal (principalmente depois dos eventos do filme anterior, o que aconteceu ao Capitão Stacy e a promessa de Peter/Spidey), a decisão de Gwen.

A entrada em cena de Harry. A força da amizade entre ele e Peter, a hostilidade de Harry face a Spider-Man e a atitude consequente de Harry (e o supervilain que surge – já sabem qual é, não sabem?).

A relação de Spider-Man com a cidade.

O humor descontraído de Spidey a surgir nos momentos mais inesperados (a forma como ele se dirige ao ladrão do camião, o telefonema em plena acção).

A importância das crianças no universo do herói (veja-se o apoio que Spidey dá a um rapazinho e a forma como o menino o retribui num momento decisivo). Não se inibam em comover-se ou chorar com um momento no final do filme. É este o poder de Spider-Man junto das crianças e dos fãs.

A alusão a futuros vilões (tenham atenção a uma “montra” dentro dos laboratórios da Oscorp; uma conversa final deixa antecipar um futuro bem sinister para Spidey – já perceberam de quem estou a falar?) e outros personagens (atenção a uma menina da Oscorp e ao seu nome – miau).

E a grande expectativa – Gwen Stacy morre ou sobrevive? Obviamente que não respondo a tal (quem conhece a bd sabe o que acontece, mas aqui estamos em filme). Apenas vos digo que fiquem bem agarrados à cadeira e controlem o ritmo cardíaco durante a confrontação final. À semelhança de Sam Raimi (em “Spider-Man”, na cena do teleférico), também Marc Webb sabe fazer referências visuais ao trágico, épico e doloroso momento visto em “The Amazing Spider-Man” #121.

Andrew Garfield;Dane DeHaan

Andrew Garfield volta a ser perfeito, sabendo combinar todas as emoções por que Peter Parker/Spider-Man passa (veja-se a sua conversa com a Tia May quando descobre a verdade sobre os pais, atente-se ao seu rosto quando assiste à “confissão” do pai; notável o seu uso de voz quando enfrenta os vilões; impressionante a sua expressividade corporal num triste momento). Andrew É Peter Parker/Spider-Man.

Emma Stone volta a ser um diamante em bruto. Quase que supera a Gwen dos comics.

A química entre ambos solta faíscas (sim, bem mais que Electro) – Andrew & Emma são daqueles casais feitos no céu de Hollywood (e são mesmo um casal na vida real) remetendo para uma boa tradição clássica.

Jamie Foxx não se sai mal como Electro, mas os efeitos de caracterização e visuais anulam qualquer tentativa maior de interpretação.

Dane DeHaan é verdadeiramente perturbador como Harry Osborn.

Paul Giamatti promete ser um louco (e divertido) Rhino.

O Fantástico Homem-Aranha 2 - Spidey e o Menino - 2

Feitas as contas, “The Amazing Spider-Man 2” é um amazing improvement sobre o primeiro filme, um amazing superhero movie, o amazing Spider-Man movie que o herói merece. Não se torna referência (é mesmo muito, mas muito impossível superar “Spider-Man 2”), mas (tal como o seu equivalente na trilogia Sam Raimi) supera o original. Faz excelente figura em todos os 5 filmes já feitos e bate-se com muitos (e excelentes) superhero movies que andam aí.

Mantém-se toda a envolvência emocional do protagonista, sem esquecer os personagens em redor.

Sabe-se equilibrar drama como acção (super-)heróica.

Mais e melhor Spidey action.

Impecável trabalho dos actores.

Encerramento de perguntas pendentes do filme anterior.

E a promessa de muitas novidades a partir de “The Amazing Spider-Man 3”, onde nada será como dantes para o Aranhiço.

Obrigatório.

Believe It, True Believer.

Spidey, cá te esperamos em 2016.

The Amazing Spider-Man 2 - Poster 11

Site – http://www.theamazingspiderman.com/site/

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