A Fórmula (1980)

The Formula - Poster 1

 

Título origianal – The Formula

 

Um título que teve algum mediatismo na época, principalmente pelo embate de duas lendas vivas do mundo do Cinema, da mesma geração e escola – George C. Scott e Marlon Brando.

A dar uma ajudinha, uma lenda viva do cinema britânico – John Gielgud.

Pelo meio uma grande beldade da época, Marthe Keller.

 

O filme está à altura destes nomes, do dito “embate”?

Huhhh…

 

Um polícia veterano investiga a brutal e misteriosa morte de um velho amigo.

À medida que a investigação se desenvolve, o polícia descobre uma vasta conspiração que já data do final da Segunda Guerra Mundial, ligada aos cartéis do petróleo, sobre novas formas de criar combustível, algo muito incómodo para os barões do ramo.

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The Formula - screenshot 3

Entre o mistério policial clássico e o thriller conspirativo, o filme é um eficaz entretenimento.

A intriga até envolve, apesar de grande quantidade de personagens e nomes que surgem, sempre com importância na solução do mistério (tamanho “turbilhão” de gente obriga o espectador a estar atento sobre quem é quem). Dão-se muitas voltas e reviravoltas, ainda que algumas forçadas e sem grande nexo.

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The Formula - screenshot 2

The Formula - screenshot 5

O marketing prometia um embate de actores.

George C. Scott (actor gigante incapaz da mediocridade) está muito bem, levando tudo a serio e de forma intensa.

Marthe Keller está belíssima e fascinante (o twist à volta dela é que resulta idiota).

John Gielgud limita-se a uma cena, que faz de “olhos fechados”.

Marlon Brando é que destoa, pois parece estar a fazer um grande frete (o personagem parece decalcado, na fisionomia e na forma de falar, do que criou em “The Godfather”).

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O face-a-face entre Scott e Brando é entre duas cenas. A primeira é banal, mas na confrontação final consegue-se alguma energia de Scott face à cínica indiferença de Brando.

 

Entretém, mas é inconsequente. Exclusivo para os/as fãs de Brando.

 

Vê-se…

 

“The Formula” não tem edição portuguesa. Existe noutros mercados, a bom preço.

The Formula - screenshot 7

Realizador: John G. Avildsen

Argumentista: Steve Shagan, baseado no seu livro

Elenco: George C. Scott, Marlon Brando, Marthe Keller, John Gielgud

 

Bilheteira – 9 Milhões de Dólares

 

Trailer

 

 

The Formula - Poster 2

Nomeado para “Melhor Fotografia”, nos Oscars 1981 (James Crabe perdeu para Geoffrey Unsworth e Ghislain Cloquet em “Tess”).

Nomeado para “Pior Filme” (“perdeu” para “Can’t Stop the Music”), “Pior Argumento” (“Can’t Stop the Music” foi o “vencedor”), “Pior Realizador” (Robert Greenwald, por “Xanadu”, foi preferido) e “Pior Actor Secundário” (imaginam quem? não foi Gielgud; nem Scott; apesar da sua “excelência”, Brando foi rejeitado e John Adames, em “Gloria”, foi o “eleito”),, nos Razzie 1981.

The Formula - screenshot 6

Scott e Brando ficaram (também) conhecidos por terem recusado Oscars (Scott em 1971, Brando em 1973). Este foi o primeiro e único encontro. Nos intervalos de filmagens, ambos entretiam-se a jogar xadrez.

Brando confessou ter aceitado participar no filme apenas por razões financeiras (recebeu cerca de 3 milhões de Dólares, para apenas 3 cenas, num total de cerca de 15 minutos de filme; a primeira aparição é ao fim de 30 minutos de metragem, por um par de minutos; a final é nos últimos 10 minutos), pois estava falido.

Brando queixou-se de lhe terem retirado muita coisa na montagem final, nomeadamente o tom humorístico-sarcástico que deu nalguns momentos.

Apesar da reputação que já havia na época face a Brando e ao facto de raramente chegar ao set a saber as suas lines, neste filme Brando não recorreu à ajuda de ter painéis pendurados com as suas deixas. Estas chegavam-lhe ao ouvido, devido a um auricular (que o personagem usa), através do seu assistente.

Brando exigiu ser ele o responsável pela sua caracterização.

Brando trabalhou grátis numa cena onde salva uma rã de uma piscina. Brando queria com isto ilustrar os perigos do cloro. Esta cena foi rodada após a principal photography, tendo sido exigida por Brando.

Terminado o filme, Brando impôs a si próprio um retiro do Cinema. Só regressaria em 1989 com “A Dry White Season” (um comeback que valeu a pena – esteve nomeado para “Melhor Actor Secundário”, nos Oscars, BAFTA e Globos de Ouro 1990).

 

O estúdio entusiasmou-se com o livro (um forte best seller) e argumento de Steve Shagan devido à recente crise petrolífera.

Marthe Keller substituiu Dominique Sanda. Scott queixou-se que o sotaque de Sanda (francesa) não lhe permitia compreendê-la. Sanda foi retirada e indemnizada (350.000 Dólares).

O realizador John G. Avildsen quis que o seu nome fosse retirado do genérico. Tudo porque a montagem final se deve à intromissão de Shagan (argumentista e produtor do filme, autor do livro onde o filme se baseia).

Scott tinha 53 anos. Brando tinha 57.

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