A Evocação (2013)

The Conjuring - Poster 2
Título Original – The Conjuring

 

(Muito) Terror à volta de almas penadas à solta numa casa.

Regresso de James Wan ao terror mais claustrofóbico e atmosférico.

A família Perron muda-se para a sua nova casa. Muitos são os sonhos para este recomeço de vida.

Mas a família (principalmente as meninas) começa a assistir e a sentir (fisicamente) uma série de misteriosos, assustadores e violentos acontecimentos que parecem indicar que a casa está possessa por algo demoníaco.

O casal recorre a Ed & Lorraine Warren, peritos na caça a demónios.

O “casal exorcista” encontra-se perante o mais medonho dos casos que já enfrentou.

The Conjuring - screenshot 1

The Conjuring - screenshot 10

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THE CONJURING

Em 2004 surgia “Saw” e com esse título abria-se as portas para um novo tipo de terror denominado como torture porn (basicamente, era um explícito de violência física que atingia o insustentável e o sádico).

A moda pegou (“Hostel”, de Eli Roth) e Wan parecia ser o líder de uma nova vaga de realizadores que apostavam nesse excesso explícito que chegou a ser denominada como splat pack (Alexandre Aja, Eli Roth e Marcus Nispel). A saga “Saw” continuou por mais 6 títulos, mas Wan ficou apenas como produtor.

Como realizador, Wan continuou, inesperada e surpreendentemente, por um terror mais old school, mais virado para um medo criado pela atmosfera do que pelo pavor através de efeitos de caracterização. “Dead Silence” foi um excelente exemplo, mas foi com “Insidious” que Wan se confirmou como um dos grandes talentos da actualidade no campo do terror. Este filme bem pode reclamar para si o título de “o mais assustador filme de sempre” e tal deve-se ao talento de Wan e ao permanente estado de medo e inquietação a que ele sujeita o espectador

“Insidious 2” já estreou nos USA (e já há um “Insidious 3” em agenda), mas ainda não tem data de estreia para Portugal.

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THE CONJURING

Este fabuloso “The Conjuring” retoma o estilo de terror que Wan tem seguido nos últimos tempos.

Wan resiste (prova de inteligência e talento) à tentação de fazer do filme um “documentário” e de seguir a (já irritante) “estética” de found footage e faz um puro filme de terror, ao nível mais clássico.

O argumento nada traz de prodigioso (quem conhecer muitos títulos do género, verá a mesma estrutura narrativa), mas tem a história bem contada, os personagens captam a nossa simpatia e sentimos compaixão pela família amedrontada.

 

À semelhança de todos os trabalhos de Wan, o mérito máximo está exactamente no empenho, rigor, paixão, originalidade e talento de Wan na hora de filmar. Wan consegue criar um perfeito ambiente claustrofóbico e de medo, criando um conjunto de cenas que merecem ficar entre as mais assustadoras de sempre na História do Cinema, conseguindo deixar o espectador sempre sem unhas, colado à cadeira e até mesmo a saltar aos gritos (não estou a brincar, eu assisti a isso na sala).

THE CONJURING

The Conjuring - screenshot 14

Muito boa prestação dos actores – Patrick Wilson muito sólido (ele é já um habituée de Wan – anda pelos “Insidious”), Vera Farmiga (da qual já aqui falei a propósito de “Bates Motel”) muito emotiva, as meninas são encantadoras, Ron Livingston convence como pai devoto e Lily Taylor é absolutamente arrebatadora na sua entrega física e emocional como mãe e grande vítima de tudo.

 

Notável trabalho na fotografia (“passada” por lixívia e em plena sintonia com a tonalidade do género nos 70s) que é a força máxima nos momentos de terror, graças a um fantástico domínio de luz e sombra.

O uso do som (e silêncio) e da música é também digno de altos elogios.

Impecável montagem.

The Conjuring - screenshot 7

The Conjuring - screenshot 16

THE CONJURING

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Um verdadeiro manual de como fazer um puro filme de terror.

Acreditem, John Carpenter e Sam Raimi não fariam melhor.

Wan confirma-se como o melhor realizador de terror da nova geração e da actualidade. Mas preparem o adeus, pois Wan vai abandonar o género (enquanto realizador, pois como produtor ainda vai “patrocinar” mais sustos) depois de “Insidious 2”. Wan já anda (muito) activo com “Fast & Furious 7” (estreia no Verão 2014) e, a medir pelo seu talento visual, só podemos esperar o melhor.

THE CONJURING

Pormenores curiosos durante a sessão – sala cheia, alguns espectadores a sair durante a exibição, muita gente aos saltos e gritos, muita gente tensa colada à cadeira, silêncio, ausência de pipocas, quem se ria durante a exibição era quem mais se assustava momentos depois.

The Conjuring - screenshot 19

Obrigatório.

Uma obra-prima do Cinema de Terror e um dos filmes máximos do género – na década, século e de sempre.

 

The Conjuring - screenshot 15

 

Realizador: James Wan

Argumentistas: Chad Hayes, Carey Hayes

Elenco: Patrick Wilson, Vera Farmiga, Lili Taylor, Ron Livingston, Shanley Caswell, Hayley McFarland, Joey King, Mackenzie Foy

 

Site – http://www.warnerbros.com/conjuring

 

Orçamento – 20 milhões de Dólares

Bilheteira – 137 milhões de Dólares (USA); 318 (mundial)

 

Lorraine & Ed Warren

Sobre os Warren

http://www.thedemonologist.net/work4.htm

http://www.warrens.net/

 

Aspectos do cuidado visual do filme

http://www.artofthetitle.com/title/the-conjuring/

 

Sobre os eventos que inspiraram o filme

http://www.crushable.com/2013/07/23/entertainment/the-conjuring-true-story-the-perron-family/

History of the Perron family and the Harrisville Haunting (true story behind the movie The Conjuring)

 

The Conjuring - Poster 3

“Melhor Filme de Terror”, nos Prémios Saturn 2014, nos Prémios Empire 2014, nos Prémios IGN Summer Movie 2013.

“Melhor Actriz Secundária” (Lili Taylor), nos Prémios Fangoria Chainsaw 2014.

“Melhor Filme de Terror”, “Melhor Realizador” (James Wan), “Melhor Actriz Secundária” (Lili Taylor), “Melhor Fotografia”, “Melhor Elenco”, nos Prémios Fright Meter 2013.

“Melhor Filme de Terror do Ano”, nos Prémios Golden Schmoes 2013.

“Melhor Trailer”, nos Prémios Golden Trailer 2014.

The Conjuring - Poster 4

Reencontro entre James Wan e Patrick Wilson, depois de “Insidious” (2010) e “Insidious: Chapter 2” (2013).

É o primeiro filme de James Wan que não envolve Leigh Whannell (habitual argumentista dos seus filmes).

Primeiro filme de Kyla Deaver.

Reencontro entre John R. Leonetti e James Wan, depois de “Dead Silence” e “Death Sentence”.

Joseph Bishara volta a compor música para um filme de James Wan.

Bishara volta a interpretar um demónio. Já o fizera em “Insidious”.

 

Filmado em digital, com uma câmara Arriflex Arri Alexa.

Produtores e realizador queriam fazer um filme PG-13, mas o filme recebeu a classificação R.

Filmado por ordem cronológica.

James Wan e os argumentistas recorreram a Lorraine Warren e a Andrea Perron como consultoras, com o objectivo de serem rigorosos na abordagem dos eventos.

Wan procurou filiar o filme na atmosfera dos filmes do género, conforme eram feitos nos 70s.

The Conjuring - backstage - James Wan directing

A família Perron visitou o set do filme.

Patrick Wilson e Vera Farmiga conheceram a verdadeira Lorraine Warren.

Lili Taylor investigou sobre o processo de produção e filmagem de “The Exorcist”, no sentido de se preparar para o filme.

 

A casa dos Perrons albergou oito gerações de famílias. Algumas das mortes foram por envenenamento, assassínio, afogamento e congelamento.

O Estado de Rhode Island não exige o histórico de um imóvel em matéria criminal e/ou paranormal. Por isso, os Perrons não sabiam do passado da casa quando a compraram.

Os Warren também investigaram o chamado “The Amityville Horror”. Faz-se uma curta referência a tal. O evento já inspirou o Cinema – uma saga com três episódios e um remake do original.

Os Warren investigaram cerca de 4000 casos.

 

A boneca vista numa cena da casa dos Warren é a mesma de “Annabelle” (2014), produzido por Wan, realizado por John R. Leonetti (o director of photography de “The Conjuring”).

 

O filme foi alvo de vários e misteriosos eventos:

  • Nas Filipinas, algumas salas pediram padres para abençoarem os espectadores. Nalgumas sessões, houve quem se queixasse de alguma “má onda” na sala.
  • Wan afirma que, numa noite em que estava a trabalhar no argumento, viu o seu cão a reagir de forma hostil para um canto da sala.
  • Por várias, vezes, quando os Hayes (argumentistas) e Lorraine Warren falavam ao telefone, a ligação era plena de estática. Uma vez, a ligação chegou a ser cortada.
  • Vera Farmiga encontrou cinco marcas (criadas por garras) no seu computador, depois de ter lido o argumento de “The Conjuring”.
  • Num dia, cast & crew tiveram de ser evacuados do hotel onde estavam, devido a um incêndio. As causas nunca foram apuradas.
  • Quando os Perron visitaram o set, surgiu um inesperado e misterioso vento. Carolyn, a mãe dos Perron, não fez essa visita. Tal não evitou ter sofrido uma queda que a levou ao hospital.

 

Cameo de Lorraine Warren – a mulher, sentada na linha da frente, na audiência a uma palestra dos Warren.

 

One comment on “A Evocação (2013)

  1. […] filme (já aqui visto) era uma rollercoaster de sustos e foi um enorme sucesso (316 milhões de Dólares – a […]

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