Midnight in Paris – Meia-Noite em Paris (2011)

Midnight in Paris - Poster 1

Hoje, às 21.45, no Auditório de Caminha, temos uma oportunidade (grátis) de “ir” a Paris e sentirmo-nos permanentemente à Meia-Noite.

É exibido uma das maiores pérolas do Cinema recente, em matéria de diversão, escapismo, arte, reflexão e dentro da filmografia de Woody Allen.

Paris, actualidade. Um homem anda por lá em pré-núpcias, com a noiva e a família dela. Mas ele anda hesitante face ao iminente destino e em crise de criatividade (é um escritor). Mas a cidade-luz (que também é uma cidade do amor) vai-lhe dar uma prenda – todas as noites, à meia-noite, o homem é transportado para a sua década favorita, a que o inspira e a qual sempre sonhou em viver. E agora, qual tempo escolher? O presente ou o passado? É que também há uma escolha sentimental a fazer, entre duas mulheres, uma de cada tempo.

Woody Allen regressa a Paris (andou por lá no encantador “Everyone Says I Love You”) e de forma igualmente encantadora.

“Midnight in Paris” é uma “desculpa” para Allen evocar toda a mística romântica da “cidade do amor”. O filme “passeia-se” pela história e vida social, artística, cultural e estética de Paris, tudo com o mote de tal viagem permitir ao protagonista a descoberta de si próprio. Como sempre, Allen usa o humor para falar de coisas sérias – desta vez, a (intemporal) luta do Homem com o Presente e a sua (permanente) busca do espaço (e tempo) onde ser feliz (atenção à “reviravolta” que surge no final, com as motivações dos personagens em cena e os seus sonhos espacio-temporais – é ali que o protagonista descobre a “moral” de toda aquela viagem). Como sempre também, excelência nas interpretações (Owen Wilson a mostrar que é um actor a sério, com uma personagem que Allen poderia interpretar nos 70`s; deslumbrante Marion Cotillard a evocar a típica e fascinante mulher parisiense de outros tempos; encantadora Rachel McAdams), magnífica escolha na banda sonora e uma perfeita ilustração da cidade (ninguém sabe fazer “bilhetes-postais” citadinos como Allen).

Nota máxima à belíssima fotografia do grande Darius Khondji (“Seven”, “Panic Room”, “Alien Ressurrection”), que voltaria a trabalhar com Allen (“To Rome With Love”) e já está a trabalhar novamente com ele (o filme surgirá em 2014 e conta com gente boa e bela como Emma Stone, Colin Firth e Marcia Gay Harden).

Belo, nostálgico, lírico, onírico, romântico, escapista. Uma obra-prima absoluta. Puro Allen.

Um verdadeiro deleite para todos os sentidos.

Um filme que nos lembra que (também) é para isto que o Cinema existe e o vamos ver (e eu vi-o numa sala com lotação esgotada).

A mais nostálgica e romântica obra de Allen desde “The Purple Rose of Cairo” e “Radio Days” (que já eram outras duas pérolas de nostalgia e romantismo).

Site – http://www.sonyclassics.com/midnightinparis

A banda sonora – https://itunes.apple.com/us/album/midnight-in-paris-music-from/id486893310

Foi o maior sucesso da carreira de Woody Allen – com um custo de 17 milhões de Dólares, as receitas (mundiais) foram de 151.

“Midnight in Paris” fartou-se de ganhar prémios para “Melhor Argumento” – tal incluiu os Oscars 2012, Globos de Ouro 2012, diversos festivais de cinema, círculos de críticos e o prestigiado Writers Guild of America.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s